quinta-feira, 16 de novembro de 2017

A Maior Vantagem de Morar de Aluguel: Liberdade!



Muito já se discutiu na blogosfera e diversos outros veículos que tratam sobre finanças sobre o velho dilema: é melhor alugar ou comprar um imóvel? A resposta para essa pergunta envolve um mix: o lado racional (matemática e finanças) e o lado emocional (sonho e segurança da casa própria), de forma que é impossível ter uma resposta pronta para essa pergunta.

Os mais antigos abominam a ideia de morar de aluguel, defendem piamente que é jogar dinheiro no lixo. Quando alguém de mais idade vem me perguntar se pretendo comprar um imóvel na cidade onde vivo atualmente, sempre invento uma desculpa, digo que estou pretendendo comprar, etc. Antes eu até argumentava sobre as vantagens de morar de aluguel, mas vi que esse pessoal tem muito enraizado em seu subconsciente que pagar aluguel é a mais completa burrice, então não vale nem a pena argumentar.

Também não sou defensor ferrenho de morar de aluguel, se surgisse uma boa oportunidade de comprar um imóvel que realmente me agrade e por um preço justo e compatível com meu orçamento e planos futuros eu certamente o compraria, entretanto achar um imóvel que conjugue esses fatores é missão bem difícil, principalmente em determinadas capitais brasileiras em que os preços dos imóveis inflacionaram muito nos últimos anos. Se for pra comprar um apartamento/casa meia boca, ferrando o orçamento, só pra dizer que moro num imóvel próprio, prefiro pagar aluguel, pelo tempo que for necessário.

Entretanto, o cerne desse post é abordar uma das principais vantagens de morar de aluguel em relação a comprar um imóvel: liberdade!



Para exemplificar, vou citar um fato recente que aconteceu eu meu condomínio:

Como hoje em dia tudo vira grupo de Whatsapp, não podia ser diferente com o condomínio, temos um grupo só com os moradores onde são feitas as mais diversas discussões relacionadas ao condomínio. Esses dias uma moradora foi surpreendida ao sair de manhã para trabalhar e se deparou com o seu carro com os quatro pneus esvaziados. Tal fato foi levado a conhecimento dos demais moradores, inclusive com fotos, no tal grupo do Whatsapp, onde se levantaram várias hipóteses: desde ela ter furado os pneus na rua (o que seria difícil, pois foram os 4 pneus) até ser alguma "brincadeira" de crianças do prédio.

Após consultar as câmeras de segurança do prédio, constatou-se que o delito fora cometido por outro morador (adulto), e o pior: o dito cujo praticou tal ato acompanhado de sua mulher e filhos, que riam enquanto o ato delituoso era cometido. Ainda não tomei conhecimento de quem é esse indivíduo, mas certamente não é uma pessoa que bate bem da cabeça. Também não sei qual foi a motivação de tal ato.

Após descobrir tal fato, a dona do carro danificado fez um desabafo no grupo do Whatsapp, relatando o quanto estava triste e frustrada pois havia realizado um sonho de comprar aquele apartamento e reformá-lo inteiro a seu gosto, para no fim das contas ser surpreendida por um vizinho louco, e que estaria perdendo o prazer de ali morar. Apesar disso, dificilmente ela vai se mudar, pois além da fortuna que gastou para comprar o apto, gastou muitos outros Temers para reformá-lo, afora a questão que para vender um apto (e comprar outro) é um processo muito demorado, custoso e burocrático.

Já se algo semelhante acontecesse comigo, e eu realmente perdesse o prazer de morar onde moro, eu simplesmente abriria um site de anúncios de aluguéis, escolheria uns 2 ou 3 imóveis que me agradassem, iria visitá-los, e se eu gostasse de algum, simplesmente notificaria a imobiliária atual que estou saindo e reservaria na outra imobiliária o outro imóvel. É um processo que levaria umas 2 a 3 semanas para ser resolvido, a um custo de R$ 2k a R$ 3k, incluindo pintura, multa de rescisão, aluguel concomitante e mudança.

Mudar de moradia sempre gera transtornos, tanto burocráticos como financeiros, mas para quem mora de aluguel, esse processo é MUITO mais simples, rápido e barato comparando-se com quem mora em casa própria. Justamente por isso, quem mora de aluguel acaba gozando de maior liberdade e mobilidade de moradia, enquanto aqueles que tem casa própria acabam ficando presos àquela moradia, mesmo que tenham vontade de mudar.

Claro que essa questão da liberdade e mobilidade é apenas um aspecto a ser considerado na briga aluguel x casa própria, mas certamente é algo que deve ser levado em conta.

Abraços,

Ministro

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Dúvida Cruel: Aposentadoria Servidor Público - Duas Opções, Qual Escolher?



E ai, tudo tranquilo?

No post de hoje eu vou pedir ajuda para os amigos leitores sobre um dilema que estou sendo acometido, dilema esse relacionado à minha aposentadoria e, portanto, diretamente ligado à independência financeira. Talvez outros colegas que estejam passando pela mesma situação possam compartilhar suas opiniões.

Pois bem, sendo bem direto, a minha situação de aposentadoria hoje é a seguinte: como já mencionei aqui, sou servidor público, e ingressei no serviço público antes de 2014, portanto o meu salário de aposentadoria será equivalente a 80% do salário médio, considerando todo os 80% maiores salários em todo o período que contribui.
Não entendeu? Deixa eu traduzir. A grosso modo, pega-se todos os meus salários de 35 anos de trabalho (420 salário), separa-se os 336 melhores salários, a partir deles tira-se meu salário médio desse período e minha aposentadoria será 80% desse salário médio. A grosso modo é isso.

Pelos meus cálculos grosseiros, meu salário de aposentadoria seria algo em torno de 60% a 70% do meu último salário como servidor ativo. Portanto se eu me aposentar ganhando R$ 20k, minha aposentadoria seria algo em torno de R$ 12k a R$ 14k. É uma queda considerável de renda? Sim, é, mas nem se compara se eu me aposentasse pelo INSS, onde a minha aposentadoria seria de R$ 5,5k (teto de hoje).

(Antes que você já já se dirija ao campo de comentário para criticar os servidores públicos marajás, saiba que comparando-se um servidor que ganha 20k e um empregado da iniciativa privada que ganha 20k, em 35 anos de trabalho o servidor público contribui para a previdência cerca de 300% a mais que o colega da iniciativa privada)

Essa é minha situação atual, mas está sendo oferecida uma migração para outro regime de aposentadoria (que é obrigatório para os servidores que ingressaram após 2014). Nesse regime, os servidores públicos se igualam aos empregados da iniciativa privada, ficando sujeito a receber o teto do INSS.
Em compensação, foi criado um fundo de pensão exclusivo para servidores públicos: o Funpresp. Por esse fundo o servidor pode contribuir mensalmente para uma conta individual de aposentadoria e o fundo vai gerindo esses recursos para, quando da efetiva aposentadoria, o servidor dispor de um complemento salarial. É como se fosse uma previdência privada.



O grande atrativo desse fundo é o patrocínio do poder público: se o servidor aportar R$ 1.000,00 na sua "conta de aposentadoria" a União Federal (ou o ente correspondente) entra com mais R$ 1.000,00 na "conta de aposentadoria" do servidor (lógico que esse patrocínio tem um limite, que é, salvo engano, 8,5% do valor do salário do servidor que exceder o teto do INSS).

Então veja, para que o servidor novo (teto do INSS: R$ 5,5k) tenha uma aposentadoria igual a do servidor antigo (R$12k, no meu exemplo), ele precisaria acumular no Funpresp recursos que lhe deem um complemento de R$6,5/mês por um determinado período de tempo (até morrer).

VANTAGENS E DESVANTAGENS


1) Meu Regime Atual de Aposentadoria

Vantagens:

a) Posso seguir trabalhando "normalmente" e quando chegar o dia de me aposentar, irei ganhar um ótimo salário, ou seja, mesmo que eu tenha pouca ou nenhuma reserva financeira, ainda receberei uma aposentadoria que me permitirá viver muito bem.

b) A aposentadoria é vitalícia, ou seja, não importa até quando eu viva, se lá na frente a medicina avançar a ponto de eu viver por 120 anos, o governo vai me pagar a minha aposentadoria até eu morrer.

Desvantagens:

a) A contribuição previdenciária que pago mensalmente é muito maior que a de quem está no regime do INSS. Eu pago hoje 11% sobre meu salário integral, no outro regime, o pessoal paga 11% sobre o teto do INSS. Portanto quem ganha R$ 20k no meu regime, tem descontado R$ 2.200,00 por mês de contribuição previdenciária, já o pessoal do novo regime tem descontado apenas R$ 600,00 + contribuição para o Funpresp (o teto, com patrocínio equivalente da União seria uns R$ 1.200,00).

b) Foi recentemente editada uma medida provisória que aumenta o percentual de contribuição previdenciária de 11% para 14% sobre o salário integral, ou seja, redução salarial. Sabe-se lá se daqui há 10 anos o governo inventa de subir esse percentual para 18%, depois 22%, e assim por diante.

c) O meu regime é, digamos, comunitário e solidário. Todo mundo contribuiu para uma conta única e esses recursos vão sendo consumidos por quem já está aposentado. Não preciso nem dizer que há um risco de daqui há uns anos o governo não tenha mais como pagar essas aposentadorias.

d) Se eu quiser sair do serviço público antes de me aposentar (idade mínima é hoje de 60 anos com expectativa de subir para 65), eu perderei minha aposentadoria de servidor público e ficarei, no máximo, com o tempo de serviço que pode ser usado para me aposentar pelo INSS. Ou seja, perco tudo que contribui durante todos os anos, e ganharei no máximo o teto do INSS. Portanto, para ganhar a aposentadoria de servidor eu fico "preso" ao serviço público até os 60 anos (e pode ser que suba para 65 anos).


2) Novo Regime (Teto do INSS + Funpresp)

Vantagens:

a) Terei um desconto menor referente a contribuição previdenciária (como relatei logo acima), o que deixará mais recursos na minha mão para eu investir por conta própria (diferença não é tão significativa mas é uma diferença).

b) a contribuição é feita para uma conta individual de aposentadoria, portanto posso acompanhar, sempre que eu quiser, o saldo da minha conta e a evolução do meu bolo de aposentadoria.

c) se eu me aposentar antes de atingir a idade mínima (hoje é 60 anos), ainda posso sair recebendo uma parte (não sei exatamente quanto) dos recursos que eu (e o governo como patrocinador) investiu na minha "conta aposentadoria", podendo também fazer a portabilidade para outra previdência privada.

Desvantagens:

a) Como se trata de uma empresa pública, o Funpresp (fundo de pensão) está sujeito a todos os males que esse tipo de organização sofre, principalmente má gestão e corrupção. Portanto pode ser que daqui há uns anos se identifique um rombo nas contas do Funpresp sendo necessário que até os aposentados contribuam novamente para reerguer o caixa do fundo (como aconteceu com os fundos de pensão dos Correios, Petrobras, Banco do Brasil e Caixa).

b) Pode ser que depois de todo o tempo de contribuição, o valor acumulado não seja suficiente para me dar uma aposentadoria equivalente a que eu teria caso tivesse ficado no meu regime atual de aposentadoria.

c) Pode ser que o valor acumulado na minha conta aposentadoria possibilite o pagamento de uma boa aposentadoria durante X anos que prevejo como expectativa de vida, mas se na pratica eu viver mais que o previsto, os valores vão acabar, ao contrário do meu regime atual em que a aposentadoria é vitalícia.

CONCLUSÃO


Essa é minha dúvida cruel. É muito difícil tomar uma decisão dessas sabendo que não tem volta e que é algo que pode me impactar daqui a 20 ou 30 anos.

Por enquanto, meu lado racional tem me dito que é melhor migrar para o novo regime (Funpresp), por outro lado, meu lado emocional diz que se o governo está incentivando os servidores "antigos" a migrarem para o Funpresp, isso quer dizer que o regime antigo é melhor para o servidor (já que o governo sempre quer gastar menos).

Ademais, o meu maior medo nessa migração é a gestão que o Funpresp vai fazer dos recursos. Tudo bem que tem conselho de gestão, conselho fiscal, e o escambal, mas ontem, numa conversa de elevador, ouvi uma pessoa dizendo que um ex-presidente (ou gestor importante, não sei ao certo) do Funpresp havia sido nomeado por indicação da Rosemary Noronha (amante do Lula que foi presa há tempos atrás). Não sei até que ponto isso é fofoca/teoria da conspiração, mas é um risco real.

No órgão onde trabalho, muitos servidores do regime antigo decidiram migrar para o Funpresp e outros tantos estão na mesma dúvida que eu.

Dúvida cruel....alguém tem alguma sugestão?

Abraços!

Ministro

domingo, 5 de novembro de 2017

Cartinha da Receita Federal: Caí na Malha Fina! Adeus Minha Restituição!


Sempre que olho minha caixa de correio e vejo que tem algum papel dentro já sei que não são boas notícias. Pode até ser que antigamente as boas notícias chegassem pelos correios, mas hoje em dia, elas usam outros modais. Correspondência física atualmente é quase sinônimo de contas pra pagar ou coisas inúteis.

Eu não acho ruim receber contas pra pagar: condomínio, energia, aluguel, etc. Estou pagando pelo usufruto de um serviço e que felizmente tenho condições de pagar. O problema é quando a conta é referente a algo que não usufruí, principalmente por imposição estatal, como é o caso de impostos e multas trânsito.

Essa semana, ao checar minha caixa de correios, verifiquei que além das cartinhas inúteis dos fundos imobiliários e as contas padrão que chegam todo mês, tinha uma cartinha diferente, da Secretaria da Receita Federal. Como esse ano eu não acompanhei pela internet o processamento da minha declaração de imposto de renda, imaginei na hora que poderia ser algum problema relacionado a isso. Dito e feito!

O fiscal da Receita não perdoa

A cartinha dizia apenas que havia uma pendência relacionada à minha declaração de imposto de renda, e que eu deveria verificar a situação e, se for o caso, fazer a retificação. De pronto, isso já significava que a restituição que eu estava esperando para dezembro, no valor de pouco mais de R$ 2.000,00 iria atrasar (antes fosse só o atraso).

Me loguei então no portal da receita para ver o processamento da minha DIRPF e verifiquei o motivo da pendência: a Receita Federal detectou (por meio dos dados fornecidos pela maldita imobiliária) que eu tive receitas de aluguel que não foram declaradas.

Realmente eu tive essas receitas e não declarei-as, não por maldade, digamos que por leniência. Infelizmente a Receita Federal detectou isso e eu, como bom cidadão, fui retificar meu IR para ajustar essa situação.

Eu sabia que minha restituição diminuiria ao inserir essa renda, entretanto, após fazer o ajuste no programinha da receita, minha restituição não só foi para o saco, como agora teria que pagar R$ 420 a mais de imposto. Nossa, que revolta! Desde que comecei a declarar imposto de renda eu nunca havia tido que pagar imposto a mais, sempre recebi alguma coisa de restituição.

Na minha indignação, fiz algumas alterações na declaração estudando algumas possibilidades de não ter que dar mais do meu sangue ao governo, entretanto a situação só piorava. Me conformei então em pagar os R$ 420,00 e inseri os dados novamente do jeito que estavam, entretanto, com os mesmíssimos dados o sistema está dizendo que terei que pagar R$ 550,00 de imposto! Puta que paril! É pra foder o cidadão!

Ok, eu vou ter que pagar essa merda de imposto, não vai ter jeito, vou ter que dar adeus à minha expectativa de aporte recorde em dezembro, mas toda essa situação me fez refletir sobre algo e que é assunto para muita discussão:

Até que ponto vale a pena ter um imóvel para alugar, considerando, além de todos os transtornos com manutenção e vacância,  a incidência feroz de imposto de renda (principalmente para quem já tem outras fontes de renda que atingem a alíquota máxima de tributação)?

Essa situação me fez refletir sobre isso, pois, ao inserir os aluguéis na minha declaração de imposto de renda, eu tive um prejuízo de R$ 2.500,00 (perdi R$ 2k de restituição e vou ter que pagar R$ 500,00 de imposto). Isso é equivalente a mais ou menos uns 2,5 aluguéis.  Será que vale a pena ter um imóvel para alugar, em que tenho que dar quase 3 aluguéis pro governo?

Vou refletir sobre isso...

Abraços

Ministro

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Atualização Patrimonial Outubro/2017: R$ 223.402,04 (+ R$ 4.227,25) e Rentabilidade (- 0,15%)



Então chegamos a mais um fechamento mensal, e mais um mês na conta da corrida pela independência financeira.

Não sei se algum leitor mais assíduo percebeu, mas em outubro eu não fiz nenhuma postagem, motivos: um misto de trabalho um pouco mais puxado e preguiça. Mas novembro será diferente, pelo menos assim espero.

Uma coisa que achei interessante nesse mês sem postagens é que, como não escrevi, o blog não ficou em evidência nos blogrolls dos parceiros da blogosfera, atraindo menos visitas originárias de outros blogs, o que levou o Google a ser o meu maior fornecedor de tráfego em outubro. Não foi nada de outro mundo mas é legal ver os acessos orgânicos crescendo.
Ademais, estou com um mega questionamento me atormentando há algum tempo que envolve aposentadoria e independência financeira, e pretendo fazer um post sobre isso para coletar opinião dos amigos leitores. Preciso tomar uma decisão até o próximo ano e que vai impactar a minha aposentadoria lá na frente (daqui uns 20 a 30 anos), e por enquanto estou bem perdido! Mas isso será assunto para um post vindouro.

Como eu disse, no trabalho está um pouco puxado, e vai ficar mais ainda a partir de novembro, quando se iniciará um novo projeto em que estou alocado. A expectativa é trabalhar novembro e dezembro intensamente nesse projeto para deixar tudo 90% pronto até o fim do ano. Uma novidade interessante é que pretendo executar parte desse projeto em regime de home office, o que será uma experiência nova pra mim....vamos ver se consigo me adaptar. A princípio penso em ter o dia inteiro livre e trabalhar a noite/madrugada. Vamos ver na prática se isso funcionará.

Agora vamos falar do que interessa: MONEY!

Esse mês eu tomei uma decisão e espero que tenha sido acertada em relação ao meu imóvel (que como relatei antes, o inquilino desocupou esse mês de outubro). Poucos dias após o imóvel estar anunciado novamente para locação, surgiu uma pessoa interessada e fez uma proposta. Vamos ao dados: eu aluguei esse imóvel por R$ 950,00 em 2015, o aluguel, com os reajustes, já estava uns R$ 1.100,00.

O imóvel está anunciado por R$ 1.000,00 e, como eu disse, surgiu uma pessoa interessada, mas oferecendo uma proposta de alugar por R$ 800,00. Segundo a imobiliária, tal pessoa disse que esse era o valor máximo que ela teria condição de pagar e não teria negociação. 
Fiquei tentado em aceitar, para garantir logo o aluguel e evitar ficar arcando com os custos do imóvel (principalmente condomínio), entretanto não gostei dessa postura de a pessoa chegar com uma proposta jogando o preço lá embaixo e não aceitar nenhuma negociação. O imóvel é meu e quem dita as regras sou eu. Informei para a imobiliária que o mínimo que eu aceitaria era R$ 900,00. Considerei ainda que se o inquilino chega com essa "marra" e com orçamento apertado, as chances de inadimplência são maiores. Espero que eu tenha tomado uma decisão acertada.

Falando agora da carteira....

O aporte do mês foi de R$ 4.000,00, totalmente destinado à renda variável. Por enquanto comprei MDIA3 (que deu uma caída violenta antes da divulgação do balanço, aproveitei para comprar mais um punhado de ações pois trata-se de uma empresa que acredito muito) e FIGS11 (papel polêmico, que tem renda garantida até abril/2019, mas que resolvi apostar nele). Ainda sobraram uns R$ 1.000,00 na conta da corretora que decidirei como alocar nos próximos dias. Com a divulgação dos balanços do 3º trimestre o mercado está meio eufórico, vou esperar dar uma acalmada.

A carteira ficou então da seguinte forma:


 As carteiras de Ações e FIIs ficaram da seguinte forma:





Em relação à rentabilidade, como se pode ver no título do post, o meu mês de outubro foi negativo, rentabilidade de - 0,15%. Principal vilão da rentabilidade foram os títulos públicos, conforme demonstrativo seguinte:


 Observa-se que as ações também tiveram uma leve queda, enquanto os fundos imobiliários continuam voando.

A rentabilidade geral da carteira ficou da seguinte forma:


 É o segundo mês nesse ano que fecho negativo, mas esse vai e vem faz parte do mercado. Além disso, foram quedas leves, nada que possa gerar qualquer preocupação ou alarme, pelo menos por enquanto.

Por enquanto é isso, agora em novembro pretendo escrever um pouco mais, já tenho alguns assuntos interessantes em mente!

Abraços

Ministro

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Atualização Patrimonial Setembro/2017: R$ 219.174,79 (+ R$ 5.455,09) e Rentabilidade ( + 1,75%)




Mais um mês se encerra e já são 30 dias a menos na corrida pela independência financeira!

Vamos então aos breves destaques do mês e à carteira de investimentos.

TRABALHO

Profissionalmente falando, o mês de setembro foi o que posso chamar de tranquilo: foi meu primeiro mês sem função de chefia desde um bom tempo, então está sendo uma experiência interessante não ficar me preocupando com o trabalho dos outros e me concentrar só nas minhas tarefas. Por outro lado, como trabalho num lugar com estrutura muito vertical (como já relatei nesse post), quem não é chefe acaba ficando um pouco segregado das decisões estratégicas. Mas ok, paciência, atualmente estou no modo só fazer o feijão com arroz, então pra mim tanto faz. Claro que em virtude do meu cargo ter atribuições mais complexas esse “feijão com arroz” não é tão simples assim...De qualquer forma já estou sondando novos desafios, portanto vou aproveitar essa fase “tranquila” por uns 2 ou 3 meses.

BLOG

Vou fazer aqui uma breve menção a uma marca interessante atingida pelo blog nesse último mês. Ultrapassamos à marca de 10.000 visitas! Na verdade já passa de 11 mil, como é possível ver no contador de visitas aqui ao lado. Ok, não é uma marca espetacular mas me deixa feliz a presença de todos os colegas blogueiros e anons. Já são 5 meses de blog, e espero que ainda venham mais muitos meses pelas frente.

PERDA DE RENDA PASSIVA

Esse mês tive uma péssima notícia em relação às minhas finanças: o inquilino do meu imóvel de renda vai desocupar o imóvel. Portanto até que o apartamento seja alugado novamente vou ter que amargar o não recebimento do aluguel e ainda o pagamento do condomínio. Nessa brincadeira, o “prejú” mensal vai ser de mais ou menos R$ 1.300,00, com impacto a partir de novembro.

Então, recapitulando minha "derrocada financeira" recente, eu havia anteriormente perdido R$ 1.300,00/mês da função de chefia, e agora estou perdendo mais R$ 1.300,00/mês referente a meu imóvel. Com essa diminuição de renda, a expectativa, logicamente, é que os aportes sejam severamente afetados. Pelos meus cálculos, enquanto perdurar essa situação, acho que conseguirei, suando a camisa, aportar algo na faixa de R$ 3k. Só me resta torcer para que a imobiliária consiga alugar logo o apto novamente. Tenho um amigo corretor que diz que vou conseguir alugar rápido, espero que ele esteja certo!

CARTEIRA DE INVESTIMENTOS

O aporte desse mês foi de R$ 3.520,00

O aporte foi menor do que o projetado pois veio com o impacto de dois gastos não recorrentes bem relevantes que tive no mês passado, que havia passado no cartão, e foram pagos apenas na fatura de setembro. Esses gastos não recorrentes são referentes a viagem e compra de equipamentos esportivos, e totalizaram cerca de R$ 2.500,00.

Seguindo a linha de aumentar a proporção de renda variável na minha carteira, o aporte foi totalmente destinado a bolsa de valores: comprei EGIE3 e MFII11. Em relação ao MFII11, a transação ainda não foi efetuada pois trata-se de uma oferta pública, mas a reserva foi feita com sucesso e tem previsão de ser efetivada no dia 04/10. De qualquer forma, para melhor controle já vou incluir na minha carteira, pois a aquisição foi a preço fixo. Essa é minha primeira compra em oferta pública, não sei se pode dar alguma merda, mas caso dê zebra com essa aquisição, eu ajusto no próximo fechamento.

A carteira geral ficou da seguinte forma:



Meu atual portfólio de ações e FIIs é o seguinte:







E a rentabilidade mensal foi a seguinte:


Em relação à rentabilidade, apesar de a Bovespa está batendo recorde atrás de recorde, minha carteira de ações, novamente, não conseguiu surfar essa onda, entregando uma rentabilidade de "apenas" 1,05% esse mês. 

Como é possível ver no quadro de ações, fui prejudicado pelas quedas de CIEL3 e GRND3. Em relação à essas duas empresas, se elas continuarem caindo devo investir mais nelas, pois são companhias que estão ou vão atravessar cenários desafiadores, mas que tem ótimos fundamentos e já mostraram que são capazes de superar qualquer desafio.

Já os FII voaram, com rentabilidade de 9,71% nesse mês.

Os títulos públicos também entregaram ótima rentabilidade, rendendo 2,97% esse mês.

PROJETOS DIGITAIS

Meu projeto de negócio online está caminhando muito lentamente. Estou na fase de desenvolver o script do produto. Já fiz todo o índice de assuntos que serão abordados, e a sequência de abordagem, e já escrevi alguns esquemas de aulas. O objetivo é escrever o esqueleto de cada aula, e depois gravar as aulas propriamente ditas.

A ideia é que a maior parte das aulas seja com minha voz explicando o conteúdo e na tela aparecendo imagens e vídeos relacionado ao que está sendo ensinado. Portanto além de todo o trabalho de escrever, ainda tem um grande trabalho de gravar, garimpar imagens e vídeos, e editar tudo. É trabalhoso, mas tenho certeza que se eu tirasse 1 mês de dedicação total eu conseguiria terminar, mas por enquanto, só está sendo possível caminhando a passos lentos. De qualquer forma é melhor que nada. 

Por enquanto não vou estabelecer deadline e vou levando como dá. Se eu conseguir finalizar até o final do ano já tá de bom tamanho. Isso sem falar na parte do marketing e divulgação, que também demanda muito tempo e, por enquanto, não pensei em nada a esse respeito. 

Mas a ideia é ir devagar mesmo, sem muita pressão. O mais importante é sair do papel. Se eu conseguir iniciar o próximo ano já "jogando o jogo" estarei satisfeito.

That's all folks!

Abraços,

Ministro 

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Mais Uma da Geração Mimimi: "Rock é Conservador e o Pop é Subversivo"


Como todos sabem aconteceu nos últimos dias o Rock in Rio, festival que ficou marcado nos anos 80/90 por grandes shows de rock, mas que nos últimos tempos tem adotado uma postura mais eclética para o seu line up de artistas, criando determinados dias para artistas "pop".

Nesse ano, no fim de semana do pop tivemos artistas como Maroon 5, Fergie, Ivete Sangalo, Skank, Alicia Keys, Justin Timberlake, etc. Já nos dias do rock tivemos artistas como Aerosmith, Guns n’ Roses, Bon Jovi, Red Hot Chili Peppers, Tears For Fears, The Who, etc.

Não estou escrevendo esse artigo para falar do festival em si, nem de música, mas retratar uma certa ideologia que a mídia brasileira vem disseminando. Quero discutir a seguinte reportagem estampada, semana passada, com destaque na capa UOL:


Bem sugestivo o título, afinal como é possível que o rock seja mais conservador que o pop? Vamos analisar rapidamente os argumentos do autor. Vou destacar aqui alguns trechos do artigo, e quem quiser lê-lo na íntegra (não recomendo), fique a vontade.

Veja o tipo de coisa que o autor escreve:

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O rock era a perversão, o underground, o desvario, o circo pegando fogo, o caos. O pop aceitava tudo com “sins” e o rock negava tudo com seus “nãos”. E agora começa o fim de semana do rock, que tornou-se um gênero conservador.

Mas parte da música pop que desfilou no primeiro fim de semana do Rock in Rio dizia “não”. Estava nas letras politizadas de Rael e de Elza Soares, na participação de uma líder indígena brasileira no show de Alicia Keys, no beijo redentor entre Johnny Hooker, Liniker e nos discursos de Roberto Frejat, Samuel Rosa e Evandro Mesquita em seus shows no festival, na presença intrusa da esnobada Anitta através da participação de Pabllo Vitar, nos “fora, Temer” instantâneos e até no constrangedor protesto puxado por Ivete Sangalo e Gisele Bundchen ao som de “Imagine” de John Lennon.

E assim o pop começou a funcionar como uma forma de desafiar o status quo, mirando em temas e discussões que antes eram típicas da mentalidade do rock. Abraçando direitos civis, questões de gênero e sexualidade, minorias e o meio ambiente, este novo pop estabelece os próprios valores, em vez de adequar-se aos existentes.

É o extremo oposto do que vem acontecendo com o rock – e o rock que acontece neste segundo fim de semana do Rock in Rio vem sendo representado pelos headliners Aerosmith, Bon Jovi, Guns’N Roses e Red Hot Chili Peppers.... Deixaram todo o senso de periculosidade e de provocação no passado, alimentando uma caricatura de rockstar que pertence ao século passado.

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Resumindo, esse artigo, estampado na capa de um dos maiores portais de notícias do Brasil, diz basicamente o seguinte: se você não é militante de alguma “minoria oprimida” você não presta, você é conservador, você é retrógrado.

Se não tem um beijo gay, é conservador. Se não tem algum homem vestido de mulher ou mulher vestido de homem, é conservador. Se não tem alguém fazendo um discurso vazio e manjado sobre política ou gritando "fora Temer", é conservador. Se não tem alguém regando uma plantinha, é conservador. Se não tem um mulher dominando um homem, é  conservador. 

Chega a ser assombroso um jornalista levantar o nome de Anitta, Pablo Vittar, Liniker (?), como artistas progressivos e subversisvos com seus “rebolar na sua cara” e afins, e dizer que Guns n’ Roses e Aerosmith são caricaturas de rockstar do século passado.

Qualquer tipo de comparação entre esses artistas é absurda, estamos falando de bandas de rock que estão há 40, 50 anos na estrada, com músicas viscerais e de alta qualidade, fazendo sucesso e conquistando fãs no mundo inteiro. Por outro lado, daqui a no máximo 2 anos, ninguém se lembrará quem foi Pablo Vittar.



Se por acaso existisse (e deve existir) alguma banda de rock subversiva, que, por exemplo, questione a atual ditadura das minorias ou o politicamente correto, tal artista nunca chegaria perto de tocar nem na rádio comunitária de Pindamonhangaba. Nessa geração mimizenta, politicamente correta, e dominada ideologicamente por "minorias oprimidas", artistas como Pablo Vittar, Anitta, Ivete Sangalo, Liniker, não são artistas subversivos, mas apenas parte do establishment atual. Como alguém comentou lá na reportagem, “o conservadorismo é a nova contra cultura”.

Pra fechar, cito um fato que aconteceu na semana passada. Estava assistindo NFL na ESPN, e os narradores (Everaldo Marques e Paulo Antunes) são bem "zoeiros", daí fizeram uma campanha no Twitter para os telespectadores mandarem bordões para que eles usassem durante o jogo. 

O bordão vencedor foi o seguinte "volta pro mar oferenda". Ou seja, eles iam falar isso em alguma situação de jogo, só na zoação mesmo, como eles sempre fazem. Entretanto, logo após o intervalo, o narrador se desculpou ao vivo pelo bordão selecionado, pois ele poderia conter ofensas religiosas, e cancelou a campanha de bordões. Tá difícil viver nesse mundo de mimimi....

Abraços,

Ministro