quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

As Melhores Ações do Setor Elétrico


Esses dias estava ouvindo o podcast da Suno Research e um dos sócios estava respondendo a perguntas variadas. No meio dessas perguntas, ele falou que a bolsa de valores está, de forma geral, muito esticada (o que todos nós sabemos), mas que há um setor específico em que ainda se encontram boas oportunidades: o setor elétrico.

Eu não sei qual o embasamento dele para afirmar isso, mas resolvi estudar um pouco melhor o setor e algumas empresas integrantes dele. Fiz isso sob a ótica da análise de balanços, analisando friamente os números sem considerar questões de governança corporativa e perspectivas específicas para cada empresa.

Antes, vou fazer uma breve introdução sobre o setor para entendermos melhor como a coisa funciona. Basicamente, o setor elétrico funciona em três segmentos distintos: geração, transmissão e distribuição. Veja a imagem seguinte que ficará um pouco mais fácil de entender:



GERAÇÃO

As companhias que atuam na geração de energia são aquelas responsáveis por produzir a energia elétrica, ou seja, transformar um insumo natural em energia propriamente dita, que é posteriormente injetada no sistema de transmissão. No Brasil, a maior parte dos empreendimentos em operação atuam na geração de energia de origem hidrelétrica (64,5%), seguida pela energia Termelétrica (26,7%). Os outros 8,8%  se dividem em fontes de energia nuclear, eólica e solar.

Os principais agentes de geração de energia são os seguintes (3º Tri 2017):

     Fonte: ANEEL

Dos agentes listados acima, quatro tem ações listadas na bolsa de valores: ENGIE, PETROBRAS, COPEL e CEMIG.

TRANSMISSÃO

As companhias atuantes no ramo de transmissão são aquelas que recebem enormes quantidades de energia provenientes das unidade de geração e fazem seu transporte até as companhias distribuidoras (que por sua vez distribuem para os pequenos consumidores). Aqueles apagões que afetam diversos estados se dá justamente quando há falha nas linhas de transmissão de energia.

Se você tiver curiosidade, acesse ESSE LINK para ver um mapa das linhas de transmissão de energia no país.

DISTRIBUIÇÃO

As companhias de distribuição são aquelas que recebem grande quantidade de energia vindo do sistema de transmissão e fazem a distribuição pulverizada entre os pequenos consumidores. É a empresa distribuidora que leva a energia para a sua casa ou seu comércio e que, em contrapartida, envia todo mês uma fatura a pagar.

Os 10 maiores agentes de distribuição, por receita auferida, são os seguintes (3º Tri 2017):

    Fonte: ANEEL

Das empresas listadas acima, apenas a Companhia Energética de Goiás não tem ações listadas na bolsa de valores.

Importante destacar que todo o setor sofre forte regulação estatal, inclusive com controle de preços, um dos pontos de maior vulnerabilidade do segmento, vide a crise enfrentada pelas elétricas no Governo Dilma.

ANÁLISE FUNDAMENTALISTA DAS PRINCIPAIS COMPANHIAS

Como coloquei no início, essa análise será focada nos balanços das empresas, analisando friamente os números sem considerar questões de governança corporativa e perspectivas futuras. Selecionei todas as empresas que apareceram nos quadros anteriores e uma ou outra adicional, totalizando 16 companhias do setor.

A análise foi baseada em 5 critérios: P/L, Margem Líquida, ROE, Endividamento e Dividend Yeld. Explicarei tudo a seguir:

Os dados utilizados são do 3º trimestre de 2017, considerando os últimos 12 meses até essa data. 
  
RELAÇÃO PREÇO/LUCRO (P/L)

O P/L dá uma ideia de quanto o mercado está disposto a pagar pela empresa, considerando o tamanho do seu lucro. Um P/L alto, pode significar que a empresa está cara e/ou há uma grande disposição do mercado em comprar aquele papel. Já um P/L baixo, pode significar que o mercado não está disposto a comprar aquele papel, seja por haver algum fato que desabone o futuro da empresa, seja por que a empresa é uma "joia escondida". Dessa forma, o cenário ideal é encontrar uma empresa com bons fundamentos e com P/L baixo.


A princípio esse índice, por si só, não nos diz nada. As empresas com maiores P/L podem ser as que estão mais caras ou que o mercado está mais de olho, e as com menos P/L pode ser as que estão mais baratas ou que não estão tão no radar do mercado. Os fundamentos seguintes vão nos ajudar a analisar melhor.

MARGEM LÍQUIDA

E é a margem de lucro líquido da empresa em relação a seu faturamento. Companhias com margem líquida baixa vivem na corda bamba, pois qualquer aumento imprevisto de custo pode lhes levar ao prejuízo. Quanto maior a margem líquida, melhor.

Podemos ver que no setor elétrico muitas companhias operam com margens de lucro reduzidas, principalmente as distribuidoras, entretanto há um seleto grupo trabalhando com margens líquidas bem elevadas.

RETORNO SOBRE O PATRIMÔNIO LÍQUIDO (ROE)

O ROE demonstra o quanto do patrimônio investido pelos sócios na empresa está rendendo. Espera-se que esse percentual seja superior à aplicações financeiras disponíveis no mercado. O ROE é um ótimo indicador para comparar o desempenho de empresas do mesmo setor.



DÍVIDA BRUTA/PL

Esse índice revela o grau de endividamento da empresa. Lógico que quanto menos dívida, melhor, entretanto essa análise é melhor realizada considerando o caixa gerado pela empresa e o custo da dívida. De qualquer forma é um índice importante.



DIVIDEND YELD

Esse índice já muito famoso é que compara o dividendo pago pela empresa com o preço da ação. Pra quem busca investir em ações com a expectativa de ter uma renda passiva, esse item é de suma importância. Por outro lado, para quem busca crescimento, às vezes é melhor a companhia distribuir pouco dividendo e reinvestir os lucros na sua operação.



CONCLUSÃO

Baseando-me unicamente nos números levantados, poderíamos considerar as melhores ações do setor elétrico as seguintes:


Logicamente que essa análise não é suficiente para fazer uma decisão de comprar ou não determinada ação. Outros critérios devem ser considerados, por exemplo, a CEEE está no nível 1 de governança da Bovespa, as ações COELCE tem baixa liquidez, a TAESA, em 2017, apresentou queda de receitas relevante em relação à 2016, etc.

Por isso que esse artigo não se trata de uma sugestão de investimentos, mas apenas um olhar mais detalhado sobre o setor, dando um norte para aqueles que estão pensando em se aventurar nas elétricas.

Abraços,

Senhor Ministro



quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Você Precisa PULAR!


Eventualmente estou pesquisando na internet coisas sobre empreendedorismo e vendas, tanto para colocar em prática em projetos pessoais como por achar interessante. Me deparei com um vídeo de um cara chamado Steve Harvey, e achei o discurso excelente, extremamente inspirador. Resolvi então traduzir (com algumas adaptações) o discurso dele e colocar aqui como artigo. Ao final do post colocarei o vídeo original.

Você Precisa Pular 

 

Eu vou compartilhar algo com você. Eu vou te dizer algo que toda pessoa bem-sucedida precisa fazer, incluindo você. Acredite ou não, toda pessoa bem sucedida neste mundo PULOU. Eu vou te explicar o que quero dizer com isso. Você, eventualmente, terá que pular. Você não pode simplesmente existir nesta vida. Você precisa tentar viver. Se você acorda pensando que sua vida deveria ser mais do que ela é, acredite que é verdade. Acredite no fundo do seu coração que é. Mas, para chegar a essa vida, você terá que pular.

Eu lhe digo por que eu chamo isso de pular. Veja, Deus quando criou tudo, deu a cada um de nós um dom. Ele nunca criou uma alma sem dotá-la de um dom. Você simplesmente deve parar de pensar em um dom como algo como correr, pular, cantar, dançar. É mais do que isso. Um dom pode ser se você sabe como fazer um bom networking, se você sabe ligar pontinhos, desenhar, ensinar, alguns de vocês fazem um frango frito melhor do que qualquer um, assar torta, alguns de vocês cortam cabelos, pintam cabelos, algumas pessoas cortam grama.

Eu tenho um amigo que nunca quis sair conosco porque nós costumamos ficar fora até tarde. “Vamos lá cara, vamos sair conosco”, “Não, eu tenho que me levantar cedo amanhã para cortar a grama da Sra. Johnson”. Nós faziamos piada com esse cara, cortando grama, “quanto eles te pagam?”. Hoje ele tem uma empresa de paisagismo em Cleveland no valor de 4 milhões de dólares. Tudo o que ele faz é cortar grama, mas esse é o seu dom. Eu tenho outro amigo que tem um lava-jato e fatura 800k dólares por ano. Limpando carros, ele conseguiu seis caminhões móveis andando por aí.  800k dólares por ano, tudo o que ele faz é limpar carros. Esse é o dom dele, é o que ele ama fazer. Você deve identificar esse dom.

Agora ouça-me. Quando você vê as pessoas na vida. Quando você está de pé no penhasco da vida e você vê as pessoas voando, e você vê pessoas crescendo indo para lugares incríveis. Você ouve sobre as pessoas fazendo coisas maravilhosas. Talvez você olhe para a rua e seu vizinho troque de carro a cada dois anos. Você pensa “como eles estão fazendo isso?”.

Você já parou para pensar que essas pessoas já identificaram seu dom e estão vivendo dele? O seu dom vai te levar a lugares incríveis. O seu dom! Não é a sua educação. Você precisa ter educação, isso é ótimo, mas se você não usar o seu dom, a educação não te levará muito longe. Conheço muitas pessoas que obtiveram diplomas que nem sequer usam.

A única maneira de você voar é pulando. Você deve pegar esse dom que está empacotado nas suas costas e você tem que pular desse penhasco e puxar esse cordão. Esse dom se abre e faz você voar, como um paraquedas.

Se você nunca usa, você vai apenas para o escritório trabalhar. Se você se levanta todos os dias para ir a um trabalho que odeia, você não está vivendo, você está apenas existindo. Em algum momento, você deve experimentar o que é viver de verdade, mas a única maneira de fazer isso é pulando.

Aqui está o problema, eu vou ser sincero com você, quando você pular pela primeira vez, seu paraquedas não vai abrir imediatamente. Eu sinto muito. Gostaria de poder te dizer que sim, mas eu estaria mentindo. Quando você pula não vai abrir imediatamente. Você vai bater em rochas. Você vai se ferir no penhasco. Todas suas roupas vão ser arrancadas. Você vai se cortar algumas vezes vai sangrar bastante, mas eventualmente, eventualmente, o paraquedas tem que abrir. Essa é uma promessa de Deus. Essa não é uma teoria, é uma promessa.

Mas tem outra coisa. Você pode optar pelo caminho mais seguro e viver sem os cortes e as lágrimas. Você pode se manter nesse penhasco da vida. Porém, se você não pular, eu posso te garantir uma coisa: seu paraquedas nunca vai abrir. Você nunca saberá. Você nunca saberá o que Deus realmente tem para você.

Se eu fosse você, eu pularia, porque essa é a única maneira de chegar a essa vida abundante. Você deve pular! Você precisa tentar! Eu sei que após eu terminar de falar, alguns de vocês vão discutir isso no carro e dizer: “eu tenho contas pra pagar”. Bem, eu também tenho. Independente de você pular ou não, você terá contas pra pagar.

Em algum momento da sua vida, faça um favor para si mesmo, veja o que Deus realmente faz. Deus te abraça, ele não vai te deixar cair. Ele não trouxe até aqui para deixar você cair. Faça um favor para si mesmo antes de sair deste mundo. Antes de morrer, PULE. Basta pular uma vez. Apenas pule.





Apesar de o discurso ser mais voltado para o dilema entre permanecer no emprego e abrir um negócio, penso que a ideia é aplicável para diversas situações. Na vida nos deparamos com diversos abismos, desde chegar naquela garota mais gata da festa, largar uma carreira consolidada para abrir um negócio, até pedir exoneração de um cargo publico bem remunerado para viver de renda, e, na maioria das vezes, optamos pela segurança, por não pular, mas como dito no discurso "se você não pular, eu posso te garantir uma coisa: seu paraquedas nunca vai abrir. Você nunca saberá"

Abraços,

Senhor Ministro

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Flanelinhas Usando Técnica de Marketing Para Faturar Alto!



Recentemente tive que fazer um trabalho externo, num local onde que estacionar o carro é bem complicado. Como eu estava chegando um pouco mais tarde, por volta de 09:30h a 10h, nesse horário já não havia mais vagas disponíveis há uma distância razoável do prédio. Mesmo assim. todos os dias eu entrava num estacionamento de frente ao prédio na esperança de achar uma vaga, e um senhor e seu filho, que guardavam os carros ali, sempre eram bem simpáticos e ofereciam que eu estacionasse o carro em fila dupla, e deixasse a chave com eles, que se encarregariam de conseguir uma vaga pra mim, uma espécie de serviço de manobrista.

Nos primeiros dias neguei a oferta deles e estava estacionando o carro beeeem longe (não há oferta de garagens privadas nas redondezas). Entretanto, certo dia estava apressado, quase atrasado para um reunião, e decidi que ia aceitar a oferta do senhor e seu filho. Estacionei o carro em fila dupla e deixei a chave com eles. Às 12:30 fui checar o carro e ele já estava estacionado bonitinho numa vaga. E o melhor de tudo: o serviço de "manobrista" foi gratuito!

Tendo atestado que os guardadores eram boas pessoas, passei a estacionar todos os dias com eles. Quando eu chegava lá já era recebido com "bom dia dotô, pode deixar o carro ali" e apontava onde eu deveria parar o carro. Em seguida eu lhe entregava a chave e no fim do dia pegava de volta, com o carro já estacionado numa vaga "regular". Tudo gratuito (sem moedinhas) e com muita simpatia.

Certo dia, após estacionar o carro em fila dupla e deixar a chave com o senhor, ele perguntou se eu gostaria que meu carro fosse lavado: R$ 30,00 dentro e fora. Como o carro estava relativamente sujo, eu aceitei a proposta, tanto para ter o benefício de ter o carro limpo a um preço razoável, como retribuir pelos "serviços" de manobrista que me foram prestados por vários dias.

Foi ai que eu percebi a sacada dos flanelinhas: se eles utilizassem o método tradicional de abordagem, estacionar o carro dos clientes e pedir umas moedinhas em troca, além de aborrecer diariamente as pessoas, eles receberiam uma quantia não muito relevante de dinheiro. Entretanto, eles optaram por outro "modelo de negócio": estacionam os carros das pessoas gratuitamente e, vez ou outra, oferecem seus serviços de lavagem, principalmente quando notam os carros sujos. As pessoas, assim como eu, agradecidas pelos serviços prestados gratuitamente e desejando um carro limpo sem precisar se deslocar até um lava jato, aceitam a oferta e assim passam a entrar nos bolsos dos flanelinhas não mais moedinhas, mas notas de R$ 10, R$ 20, R$ 50.

Embora os flanelinhas não saibam, eles estão utilizando um dos gatilhos mentais mais poderosos do marketing: reciprocidade. Resumidamente, esse gatilho mental funciona assim: quando alguém lhe oferece algo de valor gratuitamente, você, inconscientemente, tende a querer retribuir a esse favor.

Reciprocidade

Essa técnica é muito utilizada no marketing digital, em que uma empresa ou pessoa lhe oferece um ebook (ou qualquer outro formato de conteúdo) maravilhoso gratuitamente, basta deixar o seu e-mail. Depois disso, a mesma empresa/pessoa ainda manda mais conteúdo de valor gratuitamente para o seu e-mail. Até que, depois de um tempo, vem a oferta de venda. Você já está tão envolvido com aquele conteúdo, e de certa forma grato por tudo que aprendeu gratuitamente, que decide investir no curso completo. Não funciona com todo mundo, claro, mas, estatisticamente, o percentual de conversão de uma venda dessa forma é muito maior do que simplesmente já chegar fazendo a oferta de venda.

Se o flanelinha tivesse me oferecido, de cara, o serviço de lavagem, talvez eu não tivesse aceitado. Porém, o gatilho mental da reciprocidade foi extremamente eficaz, e acabei aceitando o serviço sem pensar duas vezes. Talvez se a lavagem fosse R$ 50,00 eu teria aceitado de qualquer forma, pois o meu valor percebido sobre os serviços que eles estavam me prestando estava elevado.

É por isso que sempre digo que, em qualquer profissão, é preciso dominar a arte da persuasão e de vendas. Muita gente acha que saber marketing ou vendas é coisa para vendedore(a)s de lojas (na verdade a maioria deles são chimpas que não sabem nada de vendas). Dominar esse tipo de técnica pode ser o pilar fundamental para o sucesso ou fracasso de um projeto ou negócio.

Abraços,

Senhor Ministro

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Atualização Patrimonial Janeiro/2018: R$ 232.220,29 (+ 2.133,30) e Rentabilidade (+ 3,75%)



E ai senhores, vamos para mais uma atualização patrimonial, a primeira do ano!

O que posso dizer é que comecei o ano bem e mal ao mesmo tempo. Mal da minha parte, mas bem pelo mercado que compensou o meu desleixo. Falo mal da minha parte pois esse mês meu aporte foi negativo, isso mesmo, não aportei nada e ainda tive que resgatar uma parte dos meus investimento, e a opção escolhida para ser sacrificada foi meu Fundo DI (também tirei uma grana desse fundo para comprar Bitcoin).

O motivo disso é que tive muitas despesas extras esse mês, e consegui bons descontos pagando tudo a vista, porém minha grana não deu conta de tudo e tive que resgatar cerca de R$ 800,00 para não ficar no cheque especial.

Foi uma sensação bem estranha, acho que nunca tinha acontecido de faltar dinheiro e sobrar mês, algo bem angustiante, felizmente eu tinha um investimento que poderia resgatar, imagina quem vive na corda bamba e não tem reserva nenhuma, que usa cheque especial, que pega empréstimo, que paga o mínimo do cartão...isso não é vida!

Mas o mais interessante é que apesar de eu não ter aportado nada e ainda ter resgatado mais de R$ 800,00, meu patrimônio cresceu cerca de R$ 2 mil, apenas com a força do mercado. Essa é a beleza dos juros compostos e dos investimentos.

CRIPTOMOEDAS

O destaque negativo do mês não é surpresa pra ninguém: Bitcoin. Sim, eu me rendi às criptomoedas, inicialmente comprei Bitcoin para posteriormente enviar para uma exchange estrangeira que tenha um maior leque de criptos. Mas por enquanto, os bitcoins ainda estão parados aqui na exchange brasileira. O resultado foi uma queda de mais de 20%.

Mas não estou preocupado, entrei com pouca grana (R$ 1.500,00) e já estava preparado para essas oscilações absurdas.Talvez essa baixa seja uma boa oportunidade de entrada.

Entretanto, a queda do Bitcoin foi facilmente compensada pelas fortes altas, principalmente, das ações e dos títulos públicos, conforme veremos a seguir.


CARTEIRA

Patrimônio Financeiro Total Jan/2018

Rentabilidade por Produto Jan/2018

Rentabilidade Mensal e Acumulada 2018


Percebe-se que, com exceção das criptomoedas, tudo subiu muito bem, principalmente as ações e, surpreendentemente, os títulos públicos, que valorizaram nada mais nada menos que 10,2% no mês. Quando vi esse número até pensei que tinha alguma coisa errada, mas, após coçar bem os olhos e checar novamente meus extratos, concluí que é isso mesmo.

Abaixo seguem minhas posições em ações e FII no fechamento do mês.




Além do mercado ter subido muito em virtude da condenação do Lula, ainda aconteceram fatos interessantes como a compra da Piraquê pela M. Dias Branco (que é minha maior posição acionária), contribuindo para um bom crescimento.

Em relação aos FII o destaque é que minha renda passiva mensal nessa modalidade de investimento está no patamar de R$ 100,40, o que me dá um  Dividend Yield de 0,9% ao mês, nada mal! Por enquanto o mercado de FII está esticado, e comprar algo agora pode significar uma grande diminuição do DY e/ou perdas com desvalorização das cotas. Entretanto, pensando em um provável cenário de aumento de juros futuramente, é válido dar uma analisada em alguns fundos de papel, que no atual momento de juros baixos, podem estar com preços atrativos.

EVOLUÇÃO FÍSICA

Para fechar, vou fazer uma breve atualização da minha evolução física. Como destaquei no post de metas para 2018, meu objetivo para esse ano é atingir o percentual de gordura corporal de 15%, quem já tentou isso deve saber que não é fácil.

No início de dezembro/2017, fiz a medição na nutricionista e o meu percentual de gordura estava em 27%. Em dezembro eu segui com boa regularidade a dieta e fui à academia com boa regularidade também. O problema foi o fim de ano, viagem, festas, etc. Do natal pra frente eu meio que desandei na dieta e parei com as atividades físicas, retomando apenas agora em fevereiro.

Apesar disso, quando a gente se acostuma a comer melhor, mesmo não seguindo um cronograma estabelecido numa dieta, acaba que automaticamente tendemos a selecionar melhor nossos alimentos. Dessa forma, no final de janeiro fiz uma nova avaliação e, apesar de não ter feito atividades físicas e não ter seguido a risca a dieta, consegui baixar meu percentual de gordura para 24%, perdi 2 kg de gordura e mantive a mesma quantidade de massa muscular. Não é um resultado maravilhoso, mas dada a situação, fiquei bem feliz!

Então é isso!

Abraços!

Senhor Ministro

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Fracasso nos Concursos, Sucesso nos Negócios



Hoje vou contar uma história da vida real, a história de um amigo próximo, a quem vou chamar de Acássio. Felizmente, essa não é uma história de uma pessoa que se afundou em dívidas e gastança, pelo contrário, é uma história de sucesso, mas que demorou tempo demais para ser concretizada por teimosia, medo, ou sei lá o que.

Acássio é mais um dos milhares que quando diante da ficha do vestibular não sabia bem que curso preencher e acabou tendo a "brilhante" ideia de cursar Administração. Na verdade ele sempre falava que queria abrir um bar, não sei se queria mesmo ou criou essa ideia para justificar a sua escolha de curso.

Depois de formado os planos de abrir um bar nunca saíram do papel. Ele tornou-se mais um graduado em Administração procurando um emprego qualquer já que esse curso não fornece qualquer foco ou especialização em uma área.

Após passagens por alguns empregos, sem sucesso, decidiu que o melhor caminho seria estudar para concursos, pois com os bons salários que ele ia ganhar seria possível fazer um pé de meia para abrir sua empresa com segurança. O problema é que apesar do investimento feito em materiais e cursinhos, os resultados não vieram como esperado.

Na verdade foram muitas reprovações seguidas. Não sei ao certo, mas foram pelo menos 7 anos dedicados aos estudos para concurso, sem trabalhar, e os resultados não vinham. Nem uma nomeação sequer. Nem na prefeitura de Tangamandápio. Certa vez tive uma conversa com ele pra dar umas dicas de estudo e percebi que ele, apesar dos anos de estrada de concurseiro, ainda cometia erros primários na sua preparação, e por mais que eu o aconselhasse, ele era teimoso demais para aceitar.

Certamente as cobranças já estavam pesando nas costas dele, mais de 30 anos nos "coro", sem trabalho, sem renda, morando com os pais, namorada já dando aquela pressão pra casar, e um fracasso atrás do outro nos concursos. Eu via essa situação e sempre pensava: "se a intenção era passar em um concurso para juntar dinheiro e abrir uma empresa, por que diabos não pular a etapa do concurso e já ir direto para o objetivo principal que era a empresa?".

Depois de muitos anos acho que ele resolveu finalmente fazer essa simples reflexão. O cara passou tanto tempo bitolado nesse objetivo "concurso" que acabou se fechando para o mundo de possibilidades que há por ai. Depois dessa reflexão, Acássio não só chegou a conclusão de que concursos não eram pra ele, como decidiu abrir seu negócio. Ai você pode perguntar: com que dinheiro ele abriu esse negócio? Afinal, ele queria passar em um concurso para ter segurança financeira para abrir sua empresa. Bom, eu não sei ao certo mas suspeito que o sogrão deu uma força, mas quer saber, isso não importa. Quem quer empreender de verdade e acredita na ideia, arranja o dinheiro de alguma forma, foi o que ele fez.

Acássio não abriu um bar, mas sim uma loja de móveis, que fez tamanho sucesso que já inaugurou a segunda loja, que eu tenho certeza que também será muito bem sucedida.

Moral da história? Essa é uma história que deixa muitas lições e morais, depende do ponto de vista, mas eu diria que a lição que fica é que de tempos em tempos precisamos parar tudo, se conectar com nós mesmos (pode ser num retiro espiritual, num spa, num fim de semana na serra, num passeio de barco, etc) e nos questionarmos: "o que estou fazendo da minha vida? Para onde estou indo? Onde vou chegar? Onde eu quero realmente chegar?"

Abraços,

Senhor Ministro

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Objetivos Financeiros Para 2018 (Ousadia e Alegria)



Estamos no primeiro mês do ano, momento propício para delimitar os objetivos do ano novo nas mais diferentes esferas da nossa vida. Isso pode até parecer trivial ou mesmo clichê, afinal, todo final de ano todo mundo faz aquelas "metinhas" para o ano novo, que geralmente incluem "ganhar mais dinheiro" e "emagrecer". O problema é que essas metas genéricas e rasas são prontamente esquecidas quando a rotina do dia a dia passa como um rolo compressor por cima do lampejo de ambição que a maioria dos brasileiros médios esboçam no final de cada ano.

Além disso, em 2018, além dos feriados "maiores" que geralmente são marcos no ano, como carnaval e semana santa, também teremos copa do mundo e eleições, portanto não faltarão distrações para nos desviar do nosso caminho. De maio pra frente, o país será primeiro dominado pelo futebol (nada contra, eu gosto) e depois pelas discussões políticas, quando um bando de imbecis se lançam às redes sociais (e outros meios) para defender com unhas e dentes o "seu" candidato, como se houvesse um salvador da pátria. Por isso, em 2018 especialmente, ter metas e permanecer agarrado com essas metas é fundamental para manter o crescimento financeiro e pessoal e não se deixar levar pela avalanche de ocasiões.


Pois bem, nesse sentimento, vou compartilhar aqui algumas das minhas metas para 2018. Não irei colocar todas por questões de privacidade, irei omitir principalmente aquelas relacionados ao trabalho. O que posso dizer é que o 2ª semestre de 2017 foi um período conturbado no trabalho, época em que a equipe que eu trabalhava foi "mutilada", perdi a convivência com pessoas com quem eu tinha afinidade, e em substituição, passei a trabalhar com pessoas com um perfil nada compatível com o meu. Além disso, duas oportunidades, que há tempos eu estava sondando, surgiram, mas, infelizmente recebi um "não" nas duas. Então, profissionalmente falando terei que ser astuto em 2018 para atingir alguns objetivos que almejo. No apagar das luzes de 2017, recebi um convite para trabalhar num determinado departamento, dessa forma já estou em 2018 com o gás moderadamente renovado no trabalho.

Vamos então às metas de 2018, vou registrá-las aqui tanto para um acompanhamento pessoal como para gerar algum debate, crítica ou inspiração por parte dos leitores:

1) Aportar R$ 55.000,00

 Aqui não tem muito segredo. Minha capacidade de aporte seria até um pouco maior, mas já estou pensando numa viagem internacional que quero fazer esse ano, e que, logicamente, custa caro. De qualquer forma, penso ser uma quantia razoável e desafiadora a ser atingida, suficiente para me manter no caminho da independência financeira.

2) Atingir patrimônio de R$ 300.000,00

Encerrei o ano de 2017 com patrimônio de R$ 230k. Dessa forma, minha expectativa para o ano é aportar R$ 55k, o que daria um patrimônio de R$ 285k e os outros R$ 15k obter de rendimentos e amortização do financiamento do imóvel que alugo.

3) Ter uma carteira de pelo menos R$ 20.000,00 de Criptomoedas

Ano passado fui extremamente resistente às criptomoedas, mas depois da explosão do Bitcoin, resolvi derrubar o preconceito e estudar um pouco mais sobre esses ativos. Apesar de ainda ser um mercado um tanto inóspito, não há dúvidas que as criptomoedas chegaram para revolucionar a forma como são realizadas transações comerciais. Quando essa revolução vai estourar e a profundidade dela, ainda é uma incógnita, entretanto não há como fechar os olhos para o potencial dessas moedinhas, principalmente para nós investidores.

Dessa forma, estou convencido a mergulhar nesse mercado, e espero ao final de 2018 ter pelo menos R$ 20.000,00 investido em criptos. Pretendo iniciar com um investimento de cerca de R$ 4 mil (vou limpar meu Fundo DI para isso) e ir aportando ao longo do ano. 

4) Igualar o patrimônio investido em Renda Fixa e Renda Variável

Atualmente minha carteira, excluindo-se o imóvel de renda, é composta de cerca de 76% de renda fixa, ou seja, uma carteira ainda conservadora. Desde meados do ano passado tenho destinado os aportes integralmente para renda variável para equilibrar essa proporção. Com o advento das eleições e a instabilidade do mercado, não sei se continuarei com essa estratégia, de qualquer forma, espero ao final do ano ter 50%/50% entre renda fixa e variável (aqui inclusas as criptomoedas).

5) Fazer uma viagem internacional (preferência do momento: Europa)

Essa não é um meta financeira propriamente dita, mas fica o registro. Ano passado viajei pouco, então esse ano quero fazer pelo menos uma viagem "maior" para um lugar mais bacana. Ainda não conheço a Europa, então acho que seria interessante. Só vou pensar melhor em quais países visitar, já que odeio viagem na correria, gosto de conhecer os lugares com calma.

6) Praticar atividades físicas pelo menos 3x por semana

Aqui não tem segredo também, 2017 foi um ano nem bom nem ruim nesse quesito, mas em 2018 quero dar uma alavancada nesse lado esportivo. Desde novembro já venho numa pegada boa (infelizmente esse período de fim de ano deu uma quebrada), mas espero fazer de 2018 um ano fitness, com musculação + esporte + dieta. Além da nutricionista (coberto pelo plano de saúde), também estou pensando em contratar serviço de personal trainer online.

7) Atingir percentual de gordura de 15%

 Essa é uma meta desafiadora, que me exigirá muita dedicação, mas tenho expectativa de atingir esse percentual de gordura corporal, que pra mim é ótimo. Na última vez que medi, se não me engano final de outubro, estava com 28%, valor bem elevado, tomei até um susto. Em novembro e dezembro já dei uma visível melhorada com atividades físicas e dieta, mas, como relatei, final de ano chutei o balde. Mas já retomei o ritmo e vou seguir firme nesse objetivo.

8) Obter renda extra, de qualquer natureza (exceto proventos e rendimentos), de pelo menos R$ 1.500,00

Para esse objetivo considero renda de qualquer natureza: venda de objetos usados, prestação de serviço, negócios online, consultoria, etc. A princípio pretendo obter esses R$ 1.500,00 com a venda de alguns objetos que não utilizo mais e com um negócio online, que relatarei a seguir.

9) Comprar um violão novo

Tocar violão é um dos meus hobbies preferidos, até tenho guitarra, que usava mais na época em que tocava em banda (vários anos atrás), mas curto mesmo é o velho e bom violão, muito prático, é só pegar e tocar, sem embromação de amplificador, cabo, pedaleira, etc. Acontece que o meu violão está prestes a atingir a maioridade (18 anos de idade) e, apesar de ele estar inteirasso, penso que está na hora de deixá-lo partir e comprar um violão novo e mais profissa, o que me custará algo em torno de R$ 1.500,00.  Só farei essa aquisição quando alcançar esse montante em renda extra, relatada no tópico anterior.

10) Vender objetos usados não utilizados (Xbox 360, tapete, quadros, malas, computador, celular, etc)

Esses dias estava conversando com uns amigos que estão de mudança de estado e venderam tudo na OLX, o que me deu um insight que preciso fazer isso também com muitas coisas que estão boas para o uso, não estão sendo utilizadas e só entulhando dentro de casa. Além de liberar espaço em casa, também irá gerar uma rendinha extra.

11) Iniciar um negócio online (atualmente tenho 3 ideias viáveis, sendo 1 já iniciada)

Essa é uma meta um pouco mais desafiadora pela questão de arranjar tempo para me dedicar a isso e superar também aquela barreira do medo de iniciar uma empreitada e não ter tempo de abraçá-la adequadamente e/ou sair no prejuízo. Apesar de ser um grande admirador do empreendedorismo, não me considero um empreendedor nato, mas tenho muita conviccção no meu potencial para isso. Atualmente tenho 3 ideias de negócio: 

a) Criar um infoproduto educacional: tenho uma ótima ideia em um nicho bem específico, já até esbocei muita coisa no final do no passado. Esse negócio seria interessante por ser bastante "passivo" (depois de engrenar é claro) e eu trataria de um assunto que gosto muito.

b) Revender produtos importados: essa é uma fórmula nada inovadora mas que ainda pode dar bastante resultado. Tenho um produto em mente que pode dar muito certo, principalmente em 2018. Por eu já usar e ser fã desse tipo de produto, já conheço um fornecedor asiático que tem qualidade altíssima e preço razoável. É um produto que eu poderia vender por cerca de R$ 130,00 e que consigo comprar por algo em torno de R$ 55,00.

c) Prestação de serviço: eu tenho conhecimento e técnicas em uma determinada área de atuação, que não tem nada a ver com meu trabalho, que eu poderia explorar comercialmente. Já faço essa "prestação de serviço" para a empresa da minha mãe (de graça, para ajudar) e dá muito resultado para ela. Poderia expandir oferecendo tais serviços para outras empresas ou pessoas. Essa opção de negócio me deixa receoso pois demandaria muito mais dedicação e tempo, apesar de o serviço poder ser prestado 100% online.

Conclusão

Ficam ai registradas as metas do ano, algumas mais tranquilas, outras mais desafiadoras, e a ideia é fazer um acompanhamento trimestral do cumprimento desses objetivos e ir postando aqui, para não deixar para no fim de 2018 eu perceber que não consegui atingir quase nada. A ideia é ir acompanhando e ir ajustando o ritmo para atingir os objetivos.

Abraços,

Ministro